É comum ouvir alguém dizer: “Você precisa ter mais força de vontade.”
Mas, para quem enfrenta a depressão, essa frase pode aumentar ainda mais a culpa.
Isso porque, muitas vezes, o problema não é a falta de vontade. É a perda da capacidade de sentir motivação, prazer e energia para agir.
Não é uma questão de escolha
A pessoa sabe que precisa levantar.
Sabe que deveria sair de casa.
Sabe que seria importante encontrar amigos, praticar exercícios ou retomar antigos hobbies.
O problema é que existe uma barreira invisível entre o desejo e a ação.
Não é falta de consciência.
Não é acomodação.
É um sintoma da doença.
O cérebro também adoece
A depressão provoca alterações no funcionamento cerebral que afetam áreas relacionadas à motivação, ao prazer, à atenção e ao processamento das emoções.
Por isso, tarefas que antes pareciam simples passam a exigir um esforço muito maior.
Até decisões pequenas podem se tornar desgastantes.
A culpa costuma piorar o quadro
Quando a pessoa não consegue fazer o que gostaria, é comum surgir um diálogo interno duro e injusto.
Ela se chama de fraca.
Acredita que está decepcionando quem ama.
Pensa que deveria reagir sozinha.
Esses pensamentos alimentam ainda mais o sofrimento e podem intensificar os sintomas depressivos.
Existe um caminho para recuperar a qualidade de vida
A depressão tem tratamento.
Com avaliação adequada, é possível identificar a causa dos sintomas e definir a abordagem mais indicada para cada paciente, que pode incluir acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.
Recuperar a motivação não depende apenas de esforço.
Depende de cuidar da saúde mental da mesma forma que cuidamos de qualquer outra condição de saúde.
Se a vontade de viver o dia a dia parece ter desaparecido, esse sinal merece atenção.
Buscar ajuda é um passo importante para recuperar não apenas a energia, mas também o prazer de viver, destaca Dr. Danilo de Melo, Médico Psiquiatra em Goiânia.

