O diagnóstico de diabetes merece atenção no planejamento de qualquer cirurgia eletiva, inclusive nos procedimentos estéticos.
A principal preocupação ocorre quando a doença está inadequadamente controlada.
A hiperglicemia pode prejudicar mecanismos envolvidos na cicatrização e na defesa do organismo contra infecções. Por isso, conhecer o comportamento da glicose antes da operação é fundamental.
Uma das ferramentas utilizadas é a hemoglobina glicada. Segundo recomendações conjuntas de entidades médicas brasileiras publicadas em 2026, é desejável HbA1c inferior a 8% antes de cirurgias eletivas em pacientes com diabetes.
Mas o planejamento não termina nesse exame.
É necessário considerar condições cardiovasculares, função renal, pressão arterial, obesidade, estado nutricional, medicamentos utilizados e risco de trombose.
Esses cuidados se tornam ainda mais relevantes quando o paciente pretende associar três procedimentos.
Uma operação mais extensa pode representar maior tempo cirúrgico e exigir recuperação mais complexa. Por isso, a equipe precisa determinar se a combinação é adequada ou se os procedimentos devem ser divididos.
O diabetes é apenas uma parte dessa decisão. A condição geral do paciente e as características da cirurgia completam a avaliação.

