Existe uma pergunta frequente entre pacientes com artrose: “Qual é a idade ideal para colocar uma prótese de joelho?”
A resposta não está apenas no número de anos.
A indicação é individualizada e considera, entre outros fatores, o estágio da doença, intensidade dos sintomas, perda de função, condições de saúde e resposta aos tratamentos já realizados.
Em casos de artrose avançada, adiar a cirurgia simplesmente para alcançar determinada idade pode não ser a melhor estratégia.
A progressão do desgaste pode estar associada ao aumento da rigidez, redução da amplitude de movimento, enfraquecimento muscular e piora da deformidade do joelho. Alguns pacientes também desenvolvem instabilidade e, em situações mais avançadas, perda óssea.
Além disso, a dor pode criar um ciclo prejudicial: o paciente sente dor, passa a se movimentar menos, perde força e condicionamento e começa a encontrar cada vez mais dificuldade para realizar as atividades diárias.
Isso não significa que a prótese seja a primeira opção para quem tem artrose.
Quando os sintomas podem ser adequadamente controlados com fortalecimento, exercícios adaptados, controle do peso, medicamentos ou outros tratamentos indicados, a abordagem conservadora continua tendo papel importante.
A prótese costuma ser considerada quando existe comprometimento significativo da qualidade de vida e essas medidas deixam de proporcionar controle suficiente.
Portanto, em vez de perguntar apenas “quantos anos eu tenho?”, é mais importante avaliar “como está meu joelho e quanto ele está limitando minha vida?”.
Se a artrose está restringindo atividades que antes faziam parte da sua rotina, procure um especialista em joelho. Uma avaliação completa pode mostrar se o tratamento conservador ainda é adequado ou se chegou o momento de discutir a prótese.

