Combinar diferentes procedimentos em uma mesma cirurgia pode ser possível em pacientes selecionados. Entretanto, a decisão não deve ser baseada apenas na conveniência de realizar várias mudanças de uma única vez.
O porte das cirurgias, a extensão das áreas tratadas e principalmente o tempo operatório precisam ser considerados.
Quanto maior a complexidade do procedimento combinado, maior pode ser a necessidade de atenção a fatores como perda de sangue, controle da temperatura corporal, anestesia, prevenção de trombose e recuperação pós-operatória.
Isso significa que não existe uma regra única aplicável a todos os pacientes.
Uma combinação de procedimentos considerada adequada para uma pessoa pode não ser indicada para outra.
Dr. Paulo Germano, Cirurgião Plástico em Goiânia, ressalta que o planejamento precisa respeitar os limites de segurança do paciente e não apenas a quantidade de procedimentos que ele gostaria de realizar.
Em algumas situações, realizar duas ou mais cirurgias simultaneamente pode ser possível.
Em outras, dividir o tratamento em etapas pode representar uma estratégia mais prudente.
Também devem ser avaliadas as condições clínicas do paciente, o tipo de anestesia, o período esperado de imobilidade e a recuperação necessária depois da operação.
Por isso, o número de cirurgias realizadas não deve ser analisado isoladamente.
O que realmente importa é o impacto total daquele planejamento sobre o organismo.
Na cirurgia plástica, fazer mais procedimentos em uma única operação nem sempre significa obter a melhor estratégia.
Às vezes, realizar menos procedimentos por etapa é justamente a decisão que permite preservar aquilo que deve vir antes de qualquer resultado estético: a saúde do paciente.

