Gestação e amamentação podem provocar mudanças importantes no corpo feminino.
Aumento e redução do volume das mamas, flacidez abdominal, afastamento da musculatura abdominal, alterações na distribuição de gordura e excesso de pele estão entre as queixas que podem aparecer depois desse período.
Para algumas mulheres, essas modificações são encaradas naturalmente. Para outras, podem gerar desconforto persistente com a própria imagem.
É nesse cenário que muitas começam a considerar uma cirurgia plástica.
Procedimentos como abdominoplastia, mastopexia e outras cirurgias podem ser avaliados individualmente, dependendo das características encontradas e do objetivo da paciente.
Quando existe satisfação com o resultado, algumas mulheres relatam maior conforto ao vestir determinadas roupas ou expor o corpo.
Entretanto, cirurgia plástica não deve ser apresentada como etapa obrigatória depois da maternidade.
Cada mulher possui uma relação diferente com as transformações provocadas pela gestação.
Também não é correto considerar a cirurgia como solução automática para questões de autoestima.
A decisão deve partir da própria paciente, com expectativas compatíveis com sua anatomia e compreensão das cicatrizes, recuperação e limitações envolvidas.
Outro aspecto importante é o momento escolhido para operar.
Planejamento familiar, estabilidade do peso, condições de saúde e características individuais podem influenciar a indicação e precisam ser discutidos durante a consulta.
Não existe obrigação de recuperar o corpo que existia antes da gravidez.
Existe apenas a possibilidade de avaliar mudanças quando elas realmente correspondem ao desejo daquela paciente.

