Especialista explica por que a cirurgia reparadora não deve ser vista apenas como um procedimento estético e quais fatores determinam sua indicação.
Após uma grande perda de peso, é comum que o paciente comemore a melhora da saúde e da qualidade de vida. No entanto, muitas pessoas passam a enfrentar outro desafio: o excesso de pele, que pode causar desconforto físico, limitações funcionais e impacto emocional.
Apesar de a cirurgia plástica pós-bariátrica ser cada vez mais conhecida, ainda existem informações equivocadas sobre quando ela é indicada e quais benefícios pode proporcionar.
Segundo Dr. Paulo Germano, Cirurgião Plástico em Goiânia, compreender essas diferenças ajuda o paciente a tomar decisões mais conscientes durante o processo de reconstrução corporal.
Mito 1: O excesso de pele é apenas um problema estético
Não.
Em muitos pacientes, a pele excedente provoca assaduras frequentes, infecções, dificuldade para caminhar, realizar exercícios e manter a higiene adequada.
Por isso, a cirurgia pode representar um importante ganho funcional.
Mito 2: Quanto mais cedo operar, melhor
Também não.
Antes do procedimento, é necessário que o peso esteja estabilizado e que o organismo apresente boas condições clínicas e nutricionais.
Essa preparação reduz complicações e favorece uma recuperação adequada.
Mito 3: Todos precisam retirar pele do corpo inteiro
Cada caso é diferente.
Alguns pacientes necessitam apenas de uma abdominoplastia, enquanto outros podem precisar de procedimentos em braços, mamas, coxas ou dorso.
A indicação depende da avaliação médica.
Mito 4: Os resultados são permanentes
Os benefícios costumam ser duradouros, mas não impedem alterações provocadas pelo envelhecimento, gravidez ou novas oscilações importantes de peso.
Mito 5: Todas as cirurgias podem ser feitas juntas
Nem sempre.
Embora algumas associações sejam possíveis, a decisão depende do estado geral do paciente e dos critérios de segurança cirúrgica.
Mito 6: A recuperação é igual para todos
Cada procedimento possui características próprias.
O tempo de recuperação varia conforme a extensão da cirurgia, as áreas tratadas e as condições clínicas do paciente.
Mito 7: A cirurgia encerra todos os cuidados
Mesmo após a cirurgia, manter alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento médico continua sendo essencial para preservar os resultados.
Segundo Dr. Paulo Germano, Cirurgião Plástico em Goiânia, a cirurgia pós-bariátrica representa uma etapa importante da reconstrução corporal e deve ser planejada de forma personalizada para oferecer segurança e resultados naturais.

